segunda-feira, 6 de abril de 2015

Paixão de Cristo



Evangelho do dia comentado por Frei Dennys Pimentel (João 18, 1-19, 42) 

"Tudo está consumado"

Morreu o Filho de Deus! O Amor foi cravado num madeiro e levantado entre o céu e a terra. Sim, o Amor foi crucificado. Ele nada fez de errado, mas quis ser punido para salvar a todos, pois, por nossos próprios méritos, jamais poderíamos ser salvos. O justo sofreu a morte pelos pecadores.
Ele se deixou levar como um cordeiro manso que vai para o matadouro.
Mataram o amor! E quem pode aliviar a dor que arrebenta o nosso coração diante de tão tremenda cena?
O Amor foi suspenso numa cruz! Quem pode mensurar tamanha dor?
Quem pode avaliar o que sofreu Jesus de Nazaré?
Quantos sofrimentos!
O Amor foi traído por um amigo que vivia com ele. O Amor também foi negado por outro amigo que vivia com ele. O Amor foi abandonado por quase todos os seus amigos.
Quem pode mensurar tamanha dor?
A mãe do Amor sofre com ele. Ela faria tudo para salvá-lo de tão tremendo sofrimento, mas, conhecendo a missão de seu Filho e abraçando a vontade do Pai, ela se une ao Filho em tudo e tem o seu coração traspassado por uma espada de dor.
Ela entregaria sua própria vida para libertá-lo, mas, mergulhada nos mistérios do Altíssimo, oferecia ao Pai a sua dor atroz que se unia a dor atroz do Filho.
Quem pode mensurar tamanha dor? Quem pode avaliar tamanha dor?
O Santo dos santos foi tido como um delinquente. Foi esbofeteado, ridicularizado, cuspido e chagado por amor a nós. O todo poderoso deixou-se ser julgado como culpado e nada fez para impedir tamanha injustiça, pois desejou entregar a sua vida pelos pecadores.
Ele podia resolver tudo, mas preferiu se entregar por amor.
Como não calar envergonhado diante de tanto amor? Como não sofrer por me ver tão longe daquilo que eu devo ser?
O Amor foi pregado numa cruz! O Amor não foi amado! Que loucura! O Amor ainda não é amado por muitos. Quanta ingratidão!
O Amor quis carregar uma cruz e nela ser cravado. A cruz que todos rejeitavam foi abraçada por ele. Quem pode avaliar tamanho amor?
Deveríamos sair por aí gritando: mataram o Amor! Pregaram o Amor numa cruz! Quão grande é a minha dor!
O Amor não reclamou de nada. O amor tudo aceitou. E nós? O que temos feito por amor ao Amor?
O amor sentiu sede, mas deram-lhe vinagre. Ainda hoje fazemos assim. Ele tem sede do nosso amor e nos lhe oferecemos vinagre. Quanta ingratidão!
Matamos o amor! Tudo está consumado! Matamos o amor!
Morreu o Amor! Morreu o Amado de nossas almas!
Pensemos! Meditemos! Rezemos! Peçamos perdão! Mudemos o coração! Precisamos de conversão!
Perdoa-nos, Jesus! Valha-nos, Senhor!
Tudo está consumado, pois ele pagou por nós. Agora, responda-me, o que nos resta? Amar o Amor! Amar o Amor!
O dia de hoje nos convida a amar o Amor.
Quem pode mensurar tamanha dor por não ver o Amor sendo amado?
Hoje, não concluirei a nossa reflexão. Coloque você o final. Deixo em suas mãos a missão. Use o amor e dê uma conclusão que seja digna de tão grande amor.


Nenhum comentário:

Postar um comentário