terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Jardim Secreto

               



























Título: O Jardim Secreto

Autora: Frances Hodgson Burnett

Editora:34


 Mary Lennox era uma dessas crianças antipáticas, dessas que ninguém suporta e feia também, pálida. Morava na Índia com o pai e a mãe, o pai trabalhava para o governo inglês e a mãe -ah, a mãe não gostava dela, deixavam-na sobre os cuidados da Aia. Depois de ter havido uma epidemia de cólera, acabaram morrendo e deixando Mary sozinha.        Como não tinha mais com quem pudesse ficar na Índia, foi então mandada para a casa do tio Archibald Craver, em Misselthwaite Manor, na Inglaterra. Onde de conhece Marta a empregada que ele lhe fala sobre sua mãe, seu irmão Dickon e a charneca. Como não quer ficar trancada em casa o tempo todo e pelos exemplos das histórias sobre Dickon, Mary decide sair para conhecer os jardins  Nos jardins conhece Ben Weatherrstaff um jardineiro rabugento e o pisco-do-peito-ruivo um passarinho muito simpático e que se torna seu primeiro amigo.  Ela descobre um jardim secreto, fechado há dez anos, e começa a cuidar dele com a ajuda de Dickon e depois de Colin, seu primo, um menino que passou a vida esperando a norte iminente e que dá ataques histéricos com frequência. Ou seja, uma criança muito parecida com ela, quando chegou a mansão. Mary fica amiga dele e eles começam a planejar a sua ida ao jardim.  Esse é um livro imensamente gostoso de se ler, as descrições da charneca são apaixonantes, o jardim, as coisas crescendo e anunciando vida, cheirando a vida. Tudo é muito bem pintado, como se estivéssemos ali ao lado de Mary. E vemos as cores todas muito bem reproduzidas em cada cena. Sabe aquelas pinturas naturalistas cheia de árvores, feitas com pinceladas esfumadas? Pois é, eu me imaginava dentro desses quadros e ai passando de um quadro a outro. O jardim é apresentado de um modo magnificamente belo, assim como a charneca e a casa de cem quartos.                                                                 Abraços, Thalia Bastos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Não Furtarás



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            Tudo concorria para que o furto ocorresse, eu e minha amiga havíamos planejado tudo, sabíamos exatamente o que queríamos. 
             Naquela época a biblioteca não emprestava livros, ou seja, era um lugar inútil, ninguém consegue ler um livro em pequenas visitas.
             Lembro que ela levou a mochila, havia três computadores, depois as estantes bem em frente, e depois algumas mesas, sentamo-nos peguemos vários livros, abrimos a mochila para pegar uma canela e assim a deixamos. Quando percebemos a total inércia do nosso lado colocamos o livro dentro da mochila, lembro que eu tremia e ela mais do que eu.
             Fomos com o principio de que um livro lido e posto numa estante até o fim de seus dias é um livro que agoniza por anos. Mas não roubamos.
             Como Rubem Braga: "Nós dois tivemos aquele tremor quase angustioso, aquela vontade quase irresistível de desfechar um golpe rápido, nós sofremos aquele segundo de agonia_sentimos, de uma maneira horrivelmente clara, que seria justo tomar uma parte do dinheiro da velha.E continuamos pobres (até hoje, Zico!) e seguimos nosso caminho de cabeça baixa (até hoje!) mas perdemos o direito de reprovar os que fazem o que não fizemos_por hesitação ou por estranha covardia.
Thalia Bastos