quarta-feira, 22 de abril de 2020

CONFISSÕES de Santo Agostino




Título: Confissões
Autor: S Agostinho de Hipona (*354 +430)
Editora: Paulus
Ano: 1984 (edição) 



        De tão boa leitura quanto se espera de um diário, se bem que não seja um diário e sim como o próprio nome diz suas Confissões, tanto de suas misérias, quanto da Misericórdia  Divina.
        Enquanto narra sua vida, santo Agostinho, vai cantando as misericórdias do Senhor, esse livro é sem dúvida um livro de louvor, mas também de repreensão aos que se deixam enganar pelas fábulas desse mundo.
         A leitura é fácil até a metade do livro que é a parte em que o santo conta sua conversão. Do meio pro fim ele filosofa tentando entender a memória, o tempo e os primeiros versículos do Gênesis. Principalmente nos dois últimos capítulos que são de um interpretação mais filosófica que já não consegui alcançar.
      O mais certo, é que em suas Confissões, santo Agostinho narra sua busca pela Verdade e como disse alguém, não sei se ele mesmo "quem procura a verdade, acaba por encontrar a Igreja" e ele encontro a fé Católica. 

Abraço, Thalia Bastos

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Jardim Secreto

               



























Título: O Jardim Secreto

Autora: Frances Hodgson Burnett

Editora:34


 Mary Lennox era uma dessas crianças antipáticas, dessas que ninguém suporta e feia também, pálida. Morava na Índia com o pai e a mãe, o pai trabalhava para o governo inglês e a mãe -ah, a mãe não gostava dela, deixavam-na sobre os cuidados da Aia. Depois de ter havido uma epidemia de cólera, acabaram morrendo e deixando Mary sozinha.        Como não tinha mais com quem pudesse ficar na Índia, foi então mandada para a casa do tio Archibald Craver, em Misselthwaite Manor, na Inglaterra. Onde de conhece Marta a empregada que ele lhe fala sobre sua mãe, seu irmão Dickon e a charneca. Como não quer ficar trancada em casa o tempo todo e pelos exemplos das histórias sobre Dickon, Mary decide sair para conhecer os jardins  Nos jardins conhece Ben Weatherrstaff um jardineiro rabugento e o pisco-do-peito-ruivo um passarinho muito simpático e que se torna seu primeiro amigo.  Ela descobre um jardim secreto, fechado há dez anos, e começa a cuidar dele com a ajuda de Dickon e depois de Colin, seu primo, um menino que passou a vida esperando a norte iminente e que dá ataques histéricos com frequência. Ou seja, uma criança muito parecida com ela, quando chegou a mansão. Mary fica amiga dele e eles começam a planejar a sua ida ao jardim.  Esse é um livro imensamente gostoso de se ler, as descrições da charneca são apaixonantes, o jardim, as coisas crescendo e anunciando vida, cheirando a vida. Tudo é muito bem pintado, como se estivéssemos ali ao lado de Mary. E vemos as cores todas muito bem reproduzidas em cada cena. Sabe aquelas pinturas naturalistas cheia de árvores, feitas com pinceladas esfumadas? Pois é, eu me imaginava dentro desses quadros e ai passando de um quadro a outro. O jardim é apresentado de um modo magnificamente belo, assim como a charneca e a casa de cem quartos.                                                                 Abraços, Thalia Bastos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Não Furtarás



* * * * * * * * * * * * * * 

            Tudo concorria para que o furto ocorresse, eu e minha amiga havíamos planejado tudo, sabíamos exatamente o que queríamos. 
             Naquela época a biblioteca não emprestava livros, ou seja, era um lugar inútil, ninguém consegue ler um livro em pequenas visitas.
             Lembro que ela levou a mochila, havia três computadores, depois as estantes bem em frente, e depois algumas mesas, sentamo-nos peguemos vários livros, abrimos a mochila para pegar uma canela e assim a deixamos. Quando percebemos a total inércia do nosso lado colocamos o livro dentro da mochila, lembro que eu tremia e ela mais do que eu.
             Fomos com o principio de que um livro lido e posto numa estante até o fim de seus dias é um livro que agoniza por anos. Mas não roubamos.
             Como Rubem Braga: "Nós dois tivemos aquele tremor quase angustioso, aquela vontade quase irresistível de desfechar um golpe rápido, nós sofremos aquele segundo de agonia_sentimos, de uma maneira horrivelmente clara, que seria justo tomar uma parte do dinheiro da velha.E continuamos pobres (até hoje, Zico!) e seguimos nosso caminho de cabeça baixa (até hoje!) mas perdemos o direito de reprovar os que fazem o que não fizemos_por hesitação ou por estranha covardia.
Thalia Bastos

                                                                                

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Explicando a um filho com são as mulheres.

                                                                             



                                                                      Ivan Ângelo

"Gosto de imaginar que se eu tivesse um filho ele se chegaria um dia para mim, aí pelos 11, 12 anos, daria um daqueles suspiros introdutórios, eu pararia de ler o meu livro, esperaria um tempo, ele diria: “Sabe, pai, eu não entendo as mulheres”; e eu também daria um tempo, não lhe faria perguntas embaraçosas sobre a razão das suas inquietações, faria uma introdução genérica, e pediria que ele reparasse bem nelas, na maneira que elas têm de se colocar fisicamente no mundo, porque isso ajuda a perceber como elas são especiais, a perceber como o jeito de ser delas já solicita um jeito diferente de lidar com elas, e diria que quem não percebe isso não chega nunca a uma boa convivência com elas.
Veja, eu lhe diria, o jeito como elas param, esperando alguém ou no ônibus. Elas não se plantam em cima das duas pernas, como fazem os homens, pesados. Elas põem um pezinho um pouco na frente do outro, geralmente o direito na frente, e põem a ponta para fora, quase como numa posição de balé.
Timidez? Não. Segredos.
Veja como andam filho, como mostram, muito mais do que o homem, a sua origem animal. Qualquer animal tem essa noção de espaço que as mulheres mantiveram esse estado de alerta, atentas aos movimentos em volta. E soltam o corpo ao caminhar, do jeito que os bichos fazem.
Repare filho, na maneira de discutir, seja sobre um filme, seja sobre uma relação. Elas desprezam argumentos lógicos, esse recurso pouco estimulante dos homens. Preferem a paixão, a emoção, por isso não se deixam nunca convencer, pois seria admitir que a paixão pode menos que a lógica.
Veja, eu diria ainda, veja o jeito de elas dirigem um automóvel. Dirigem bem talvez por causa daquela mesma noção de espaço que têm para caminhar. Mas repare como não deixam nenhum carro se desviar para entrar na faixa delas quando há um carro quebrado na frente, ou entrar na faixa delas vindo de uma rua transversal. Talvez, sei lá, talvez seja o costume do ladies first, de sempre cedermos a passagem para elas.
Olhe como se sentam. Preste atenção como põem os joelhos e tornozelos juntinhos, e não é por estarem de saia curta, não. Sentam do mesmo jeito quando estão de calças compridas. É o jeito delas. Timidez? Não, segredos.
.Tem umas que viram os joelhos para um lado e passam uma perna por trás da outra; algumas até apoiam a ponta de um dos pés no chão e descansam o outro pé sobre o calcanhar daquele. Homem, você vê, é daquele jeito esparramado, grosso. Compare com a delicadeza do gesto delas.
Repare no modo de conversar. São de uma afetividade, de uma tagarelice, de um interesse que o homem não consegue. Detalhes e picuinhas dão colorido ao que elas falam. Mesma as mulheres eruditas são capazes de falar e de ouvir futilidades durante horas. Acho que elas gostam é da conversa em si, de musicalidade das vozes, como pássaros. Talvez os homens falem porque é preciso e as mulheres porque é gostoso.
Repare no olhar rápido com que elas fazem o inventário de uma vitrine
Veja, meu filho, eu diria, o modo de elas dormirem, compare. O homem se espalha, parece ficar maior na cama. A mulher diminui se acomoda, se adapta, cabe.
Essas coisas eu diria se tivesse um filho, e muito mais, sobre o jeito delas chorar, de dançar, de cozinhar, de correr, de tomar sorvete, de tocar nos cabelos, de paquerar - tantas coisas-, mas só tenho filhas, e filhas não precisam de explicação nenhuma, porque elas sabem filho, elas sabem como são os homens, esse óbvios".



                  (Grifos meus)Abraço, Thalia Bastos


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Paixão de Cristo



Evangelho do dia comentado por Frei Dennys Pimentel (João 18, 1-19, 42) 

"Tudo está consumado"

Morreu o Filho de Deus! O Amor foi cravado num madeiro e levantado entre o céu e a terra. Sim, o Amor foi crucificado. Ele nada fez de errado, mas quis ser punido para salvar a todos, pois, por nossos próprios méritos, jamais poderíamos ser salvos. O justo sofreu a morte pelos pecadores.
Ele se deixou levar como um cordeiro manso que vai para o matadouro.
Mataram o amor! E quem pode aliviar a dor que arrebenta o nosso coração diante de tão tremenda cena?
O Amor foi suspenso numa cruz! Quem pode mensurar tamanha dor?
Quem pode avaliar o que sofreu Jesus de Nazaré?
Quantos sofrimentos!
O Amor foi traído por um amigo que vivia com ele. O Amor também foi negado por outro amigo que vivia com ele. O Amor foi abandonado por quase todos os seus amigos.
Quem pode mensurar tamanha dor?
A mãe do Amor sofre com ele. Ela faria tudo para salvá-lo de tão tremendo sofrimento, mas, conhecendo a missão de seu Filho e abraçando a vontade do Pai, ela se une ao Filho em tudo e tem o seu coração traspassado por uma espada de dor.
Ela entregaria sua própria vida para libertá-lo, mas, mergulhada nos mistérios do Altíssimo, oferecia ao Pai a sua dor atroz que se unia a dor atroz do Filho.
Quem pode mensurar tamanha dor? Quem pode avaliar tamanha dor?
O Santo dos santos foi tido como um delinquente. Foi esbofeteado, ridicularizado, cuspido e chagado por amor a nós. O todo poderoso deixou-se ser julgado como culpado e nada fez para impedir tamanha injustiça, pois desejou entregar a sua vida pelos pecadores.
Ele podia resolver tudo, mas preferiu se entregar por amor.
Como não calar envergonhado diante de tanto amor? Como não sofrer por me ver tão longe daquilo que eu devo ser?
O Amor foi pregado numa cruz! O Amor não foi amado! Que loucura! O Amor ainda não é amado por muitos. Quanta ingratidão!
O Amor quis carregar uma cruz e nela ser cravado. A cruz que todos rejeitavam foi abraçada por ele. Quem pode avaliar tamanho amor?
Deveríamos sair por aí gritando: mataram o Amor! Pregaram o Amor numa cruz! Quão grande é a minha dor!
O Amor não reclamou de nada. O amor tudo aceitou. E nós? O que temos feito por amor ao Amor?
O amor sentiu sede, mas deram-lhe vinagre. Ainda hoje fazemos assim. Ele tem sede do nosso amor e nos lhe oferecemos vinagre. Quanta ingratidão!
Matamos o amor! Tudo está consumado! Matamos o amor!
Morreu o Amor! Morreu o Amado de nossas almas!
Pensemos! Meditemos! Rezemos! Peçamos perdão! Mudemos o coração! Precisamos de conversão!
Perdoa-nos, Jesus! Valha-nos, Senhor!
Tudo está consumado, pois ele pagou por nós. Agora, responda-me, o que nos resta? Amar o Amor! Amar o Amor!
O dia de hoje nos convida a amar o Amor.
Quem pode mensurar tamanha dor por não ver o Amor sendo amado?
Hoje, não concluirei a nossa reflexão. Coloque você o final. Deixo em suas mãos a missão. Use o amor e dê uma conclusão que seja digna de tão grande amor.